terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Dia 17/12/09: o ultimo encontro de 2009.

Nosso último encontro do ano já não fazia mais parte do calendário oficial do GESTAR II, pois no dia 26/11 fechamos as 80 horas presenciais. Mas mesmo assim, foi o GESTAR II que promoveu este último encontro do ano de 2009. E o foco principal de nossa reunião foram os planos de estudo. Já havíamos iniciado as mudanças, mas precisamos de tempo para amadurecê-las e colocá-las no papel. Então, esta foi mais uma tarde para juntos pensarmos e redigirmos algumas coisas de nossos planos de estudo.
Desta vez, revisamos o objetivo geral e a distribuição dos “conteúdos”. Baseados nas idéias de Irandé Antunes redigimos os objetivos específicos de nossos planos de estudo. Também avançamos em relação a forma como a avaliação que será conduzida pelos professores de português do município.
Conversamos sobre a necessidade de se fazer uma boa avaliação diagnóstica das turmas e a necessidade de criarmos parâmetros em conjunto para cada série.
Foi salientada a importância de nos próximos anos criarmos (de forma autônoma e independente) uma tarde de estudos mensal para o grupo de professores de língua portuguesa. Encontros para continuarmos discutindo, pensando, adaptando e readaptando nossos planos de estudo. Uma tarde para continuarmos crescendo e aprendendo juntas.
Combinamos de em fevereiro quando reiniciarmos nossa jornada de trabalho, pensarmos em uma data e fixá-la para nossos encontros e também, retomaremos nossos planos de estudo com o objetivo de redigirmos a metodologia a ser aplicada em 2010 junto de todas as boas mudanças que o GESTAR II nos conduziu a fazer.


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Dia 26/11/09: a chegada!

Quando iniciamos nossa caminhada de estudo do GESTAR II em junho, vislumbrávamos uma distante chegada. Agora ela é real e se concretizou nesta tarde quente em Itaara. Hoje, fechamos nosso cronograma de encontros. Atingimos a meta dos 20 encontros, ou seja, às 80 horas de estudos presenciais necessárias para o curso.
Mas concluímos que 80 horas não foram suficientes para desenvolvermos tudo o que tínhamos planejado. Por isso outros encontros já estão agendados ainda neste ano letivo.
Para o próximo ano, o grupo de professores de língua portuguesa continuará com os encontros. Pois vimos como é importante nos reunirmos, planejarmos, trocarmos experiências. Dentre tantas coisas boas que o curso nos trouxe, este foi uma delas: a certeza que precisamos ser parceiros e estamos sempre unidos e dialogando, independente da escola em que estivemos lotados.
Então nossa tarde foi assim, um pouco de alívio e um pouco de nostalgia. Mas focamos no nosso projeto conjunto de reformulação dos planos de estudo e foi nesta perspectiva que trabalhamos durante toda a tarde.
Revisamos os pontos significativos de cada um dos TPs, relemos trechos do PCN de língua portuguesa. Revisamos artigos que formam trabalhados durante o curso e folhamos muitos livros. Este material é a base teórica para a reformulação que se iniciou nesta tarde.
Muitas dúvidas sugiram no decorrer da tarde. Muitas mesmo. Mas com calma, pesquisa e novas leituras, temos a convicção que acharemos em conjunto boas soluções.
Iniciamos o rascunho do nosso projeto e dos planos de estudo especificamente. Muitas idéias foram trocadas. Muitas sugestões discutidas e pensadas em grupo. Novas formas de organização e de registros das atividades foram sugeridas. Nossos novos conhecimentos foram colocados em xeque por nós mesmos. Mas acho que estamos afinados em nossa lição.
Claramente percebe-se que o GESTAR II semeou belos frutos. Agora cabe a cada um de nós implementar estes novos conhecimentos na sua prática diária, no seu fazer pedagógico. Se isso tudo o que foi semeado vingar, certamente temos belos frutos para colher no futuro. E a comunidade sentirá, a longo prazo, o quão boas são estas mudanças que começam a ser semeadas na terra fértil de Itaara.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Dia 17/11/09: a tarde das maçãs!

Mais uma tarde de estudos em Itaara. Nesta tarde, levei para as cursistas maçãs de presente. Esta idéia surgiu após o relato da Profª Carla em relação a seu desejo de receber a fruta como uma homenagem, pois em histórias em quadrinhos e memórias antigas, são as maçãs que representam o carinho e a afeição dos alunos com seus professores. Então, aproveitei este símbolo para demonstrar o meu carinho e gratidão as minhas colegas que dedicaram ao longo este ano, muitas de suas tardes para o GESTAR II.
Como reflexão inicial, assistimos uma apresentação de slides com o poema “Aula de português” de Carlos Drummond de Andrade, para juntas refletirmos que não podemos mais ser e muito menos agir como o professor do poeta. Precisamos mudar para resgatar junto de nossos alunos, a beleza das palavras e o encantamento da leitura.
Após esta reflexão, partimos para o estudo detalhado do TP2. Retomamos os conceitos dos três tipos de gramática (interna, descritiva e normativa) e suas aplicabilidades práticas em sala de aula. Retomei a fala de que uma gramática não pode ser mais importante que outra, que as três possuem espaço nas aulas de português e que precisamos nos apoiar nelas para planejar e fundamentar nossa prática pedagógica.
Retomamos conceitos como os de frase, oração e período para discutirmos as várias possibilidades de organização de uma frase e de um parágrafo. E deste modo, as diferentes possibilidades que estas estruturas nos dão para a produção de textos. Assim, os alunos podem trabalhar diferentes gêneros textuais a partir de uma frase em situações diversas com o uso da língua.
Retomamos também o conceito de arte e de como ela pode propiciar um trabalho ligado a cultura local, regional e nacional, ampliando os horizontes e a visão de mundo de nossos alunos. Associar arte a linguagem figurada é outro caminho que temos para enriquecer o repertório lingüístico e o conhecimento de nossos alunos. Demonstrando por exemplo, que todos nós produzimos nas mais diferentes situações metáforas, metonímias, comparações, ironias e as mais diversas figuras de linguagem em nossos relatos orais. Em função disso, nossos alunos são capazes de produzir também textos com estes recursos.
Finalizamos o TP2, olhando as atividades dos avançando na prática e marcando a data de entrega desta tarefa. Salientei com as cursistas a importância de continuarmos neste ano letivo nos encontrando, mesmo com o cronograma do GESTAR II finalizado. Pois muitos assuntos e dúvidas na aplicação das atividades e no desenvolvimento do projeto ainda poderão surgir. Em função disso, marcamos alguns encontros extras ao cronograma.
Sugeri para as cursistas a leitura de dois livros que levei em nossa tarde de estudos e que servirão para ajudar a orientar nossa “nova” prática de ensino de língua materna. São eles: “O livro de receitas do Professor de Português” de Carla Viana Coscarelli e “A construção da leitura e da escrita” de Márcia Bortone e Cátia Martins.
Antes de concluirmos a tarde analisamos o plano de aula “Ensine a turma a fazer relações entre textos com diferentes opiniões”, retirado do site da revista Nova Escola. E fizemos a leitura do texto “Planejando o ensino de língua” de Heloisa Amaral, retirado do site “escrevendo.cenpec.org.br”. Este último texto semeia idéias importantes a serem amadurecidas em relação a reestruturação dos nossos planos de estudo.
Finalizamos a tarde planejando o nosso próximo encontro que será dedicado ao projeto final do GESTAR II. Sugeri que as cursistas tragam todo o material relevante e importante que tenham para este encontro, bem como a leitura do artigo “Novas perspectivas no ensino de língua portuguesa” de Cristian Wagner de Souza, retirado do site “http://www.unifia.edu.br/”.

domingo, 15 de novembro de 2009

Dia 12/11/09: O leitor - comentário de filme.

O filme retrata de forma bem peculiar a importância da leitura em um contexto que mostra a necessidade da alfabetização como solução para os problemas vivenciados pela protagonista. Hanna é uma mulher que se envergonha de não dominar a escrita e não permite que as pessoas saibam da verdade, prefere ser condenada à morte a revelar seu segredo. Michael, seu amante, não sabe do fato e exerce a função de leitor, lê livros para Hanna e ela mergulha no universo da leitura envolvida pelas palavras de Michael.
Hanna não deseja que ninguém saiba da história real, então, acaba por se declarar culpada ao confessar a autoria de um livro assim que o juiz pede para que ela mostre sua caligrafia. Tamanha sua vergonha diante de ser analfabeta, prefere ser condenada à prisão perpétua a contar que não havia escrito o livro, uma vez que não sabia ler e escrever.
Na prisão, a protagonista começa a procurar meios de aprender a ler. Michael envia-lhe fitas cassetes narrando as histórias dos livros e ela passa a procurar as palavras nos livros. Desta forma, começa seu processo de alfabetização, superando as condições adversas e vencendo seus limites.
A vontade de superar suas privações é tão grande que ela mesma procura um caminho a ser percorrido. No filme, pode-se perceber que a leitura tem um papel fundamental e decisivo na vida do ser humano, podendo mudar até mesmo o destino dos personagens.
Hanna representa o desejo de mudança de uma situação que só poderá ser modificada pela sua própria força de vontade. E ao mesmo tempo, mostra a vergonha incutida em não dominar o mundo das letras, que pode ser entendido como um novo mundo, repleto de esperança e oportunidades.
Rochele Santos Silva

domingo, 8 de novembro de 2009

Dia 05/11/09: uma chuva de idéias!

Antes da chuva chegar, tivemos uma ótima tarde de encontro onde houve um outro tipo de chuva: uma brainstorming. Ela foi provocada pelo texto “Orientações didáticas sobre leitura” retirada do site da revista Nova Escola. E uma boa parte de nossas discussões e trocas de idéias surgiram neste momento. Foram as mais diferentes idéias, desde uso do dicionário até sugestões de trabalhos relacionados a leitura.
Passei para as cursistas um modelo de tabuleiro para organização de um jogo de leitura. Esta sugestão está no AAA5 versão do professor e utilizando este material, discutimos variações de utilização do tabuleiro do jogo e a criação em conjunto com as turmas para a criação de regras para cada jogo que for proposto.
Depois de nossa brainstorming, passamos para o TP1. Retomamos e recordamos diferentes e importantes conceitos sobre cultura e variação linguística. Ressaltei a importância de não criarmos dentro de nossas salas de aula um ambiente de preconceito lingüístico, pelo contrário, nossa missão é desfazer estes equívocos e mostrar que não há certo ou errado na língua, o que há são diferenças.
Valorizar a linguagem oral, a discussão, a troca de experiências é extremamente importante na aula de língua portuguesa, assim como a leitura oral solitária e em conjunto. Aspectos como estes precisam ser reavaliados e revistos por todos os professores como aspectos transformadores de ação e não como “bagunça” como muitos vêem dentro das escolas.
Este TP estimula também a reflexão na questão da importância que um texto deve ter na aula de português. Usando uma fotografia (página 103) deste TP, procurei iniciar a discussão: “O que é texto?”, para mostrar diferentes possibilidades de trabalho e que os mais diferentes gêneros textuais precisam freqüentar nossas salas de aula. Além de reforçar a idéia de que texto é tudo o há sentido e informação dentro de um contexto e isso deve e precisa ser mais explorado em sala de aula. Falamos também do pacto de leitura e de sua importância dentro desse contexto diário dentro das nossas escolas.
Retomamos o conceito de intertextualidade e as diferentes maneiras que ela acontece relacionando os textos. Falamos também do ponto de vista e da importância de exercitarmos como os alunos a mudança de ponto de vista. Esse exercício é uma importante forma de cidadania e de tolerância, coisas que precisam ser melhor e mais trabalhadas com os alunos de uma forma em geral.
Verificamos as atividades dos avançando na prática e avaliamos quais as mais adequadas aos nossos alunos e as séries que eles estão.
Continuamos nossa tarde lendo os textos de Nova Escola: “O que cada um sabe”; “Diagnóstico Inicial” e “Projeto biografias e autobiografias”. Estes textos serviram para um novo debate sobre a importância de conhecer e diagnosticar as dificuldades e problemas de nossos alunos caso a caso. Avaliamos que este tipo de prática é trabalhosa, mas extremamente significativa, pois faz com que os professores saiam da zona do achismo e tenham um embasamento para planejar, discutir e defender suas decisões em sala de aula, assim como o caminho e o rumo que cada ano letivo irá ter.
Terminamos nossa tarde da mesma maneira que iniciamos, com uma imensa brainstorming, de troca de experiências e idéias novas para nossas salas de aula.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Dia 27/10/09: finalizamos o TP6.

Mais uma bela tarde de sol em Itaara. Tarde de encontro do GESTAR II de Língua Portuguesa. Tarde de trocas e de TP6. Como havíamos planejado no encontro anterior, nesta tarde nos concentramos nos estudos de cada item, cada ponto importante do TP6.
Na unidade 21: Argumentação e linguagem, nos detivemos nos aspectos conceituais em torno da construção da argumentação. Com a ajuda do Hagar - O terrível (pág. 25), fizemos uma revisão os cinco tipos de argumentos descritos no TP e discutimos a importância da construção da argumentação e como, de maneira geral, nossos alunos não conseguem construir seus argumentos de forma consistente. Verificamos também que neste ponto importante para uma produção textual podemos estar "pecando", porque solicitamos dos alunos argumentos e muitas vezes não verificamos se eles sabem verdadeiramente construí-los.
A cada dia fica mais clara e visível a importância de um projeto sério nas escolas em função da produção textual. Um projeto bem costurado e amarrado, onde sejam visíveis as conexões entre cada tópico e com objetivos claros.
Na página 45 do TP, um ponto importante também fez com que parássemos para refletir: textos em sala de aula não são só os escritos, são os orais também. A construção da argumentação exige do aluno um raciocínio e um pensamento lógico (coesão e coerência - TP5).
Retomamos uma questão que já havíamos discutido anteriormente: o registro destes tópicos nos cadernos de chamada. E mais uma vez me posicionei no sentido de registrarmos, por exemplo: aula de leitura, produção textual oral, produção textual escrita e assim sucessivamente. Mais uma vez ficou evidente que as coordenadoras pedagógicas e as diretoras de escola devem estar cientes de todas as mudanças para apoiarem e darem suporte aos professores da disciplina quando a gramática sair do foco e os pais começarem a bater nas portas das escolas.
Solicitei atenção e leitura das cursistas ao Ampliando nossas referências: Argumentação (pág. 59, 60 e 61), pois vamos precisar construir também nossos próprios argumentos em defesa do GESTAR II e a "nova" maneira de conduzirmos as aulas de português.
Em relação a unidade 22: Produção textual: planejamento da escrita, retomamos os conceitos das funções básicas da língua e o conceito de metacognição. Vimos também diferentes estratégias de planejamento para aulas de produção textual. Ressaltei a importância de nos valermos destas diferentes estratégias e usá-las alternadamente para que as aulas não tenham sempre o mesmo formato.
Na página 123 do TP, há uma sugestão passo-a-passo de como fazer um resumo. E desafiei as cursistas a aplicarem esta técnica em sala de aula.
Discutimos a importância do planejamento da escrita, da atividade de revisão e de edição do texto. E verificamos que estes passos precisam ser cobrados dos alunos sistematicamente, para que desde cedo (5ª série) os alunos iniciem este processo e apropriem-se dele, para no futuro (8ª série) estas etapas serem comuns e rotineiras em relação a produção de textos.
Na unidade 23: Estratégias de revisão e edição, ressaltei a importância do trabalho coletivo principalmente nos aspectos de revisão textual. Com atenção, olhamos a sugestão da página 147 como mais uma estratégia a ser incorporada em sala de aula.
Mais uma vez, solicitei atenção e leitura das cursistas ao Ampliando nossas referências: Auxiliando os alunos a editar (pág. 155, 156 e 157) e pedi para que cada uma pensasse em um modelo de lista para edição de textos, para em um próximo encontro, tentarmos montar um modelo para ser usado em nosso município. Onde os alunos das diferentes escolas tenham os mesmos critérios para a revisão e melhoria de seus textos e também, para que em uma eventual troca de escola, eles e suas famílias percebam que caminhamos todos em uma mesma direção e com sintonia em nossas ações.
A unidade 24: Literatura para adolescentes. Roubou um espaço significativo de nossa tarde, pois trocamos sugestões de livros e filmes para auxiliar em nossa prática pedagógica. Também foram relatadas neste momento, experiências com atividades de leitura de obras literárias.
Em relação as atividades do Avançando na prática, retomamos uma a uma delas e analisamos o grau de dificuldade em relação a aplicabilidade das mesmas com as turmas.
Mais um encontro chegava ao fim e solicitei que as atividades sejam feitas em sala de aula e os relatórios elaborados para as datas pré-determinadas por nós mesmas.
Entreguei a cada cursista um CD com um PDF do PCN de Língua Portuguesa e os vídeos que retirei do site http://www.estudante.co.cc/. Este material irá subsidiar nosso encontro de montagem do projeto final do GESTAR II com a temática dos planos de estudo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Dia 21/10/09: muito além da gramática!

Tarde linda de sol e nós na reta final de nossos encontros.
Como tínhamos planejado anteriormente, iniciamos a tarde retomando as questões sobre o texto dos PCNs e algumas discussões surgiram nesta questão. Percebemos agora a importância e a pertinência do estudo dos PCNs e o por quanto tempo o ignoramos.
Seguindo nesta linha, fizemos a leitura de dois momentos distintos, mas interligados do livro "Muito além da gramática" de Irandé Antunes.
O primeiro deles para se desfazer de vez o equívoco de que nomenclaturas não são regras (pág. 80 até 83), onde a autora reforça a questão de que gramática precisa ser ensina sim, mas ela não pode ser o foco, o objetivo do estudo de Língua Portuguesa, ela tem que ser o acessório útil e importante da aula.
No segundo monento, nos detivemos no capítulo 12 do livro (pág. 132 até 144): Uma sugestão de programa muito além da gramática. Onde a autora de forma ousada, sugere um novo programa para as aulas de Língua portuguesa. Um programa um tanto amplo, mas extremamente pertinente na nossa tarefa (também ousada) de mudar os planos de estudo de nosso município, para enfim, colocar-los de acordo com os PCNs e as orientações do GESTAR II. Neste capítulo, além da sugestão de um novo programa, a autora demonstra de forma prática e a partir de um exemplo simples, como utilizá-lo em sala de aula.
É garimpando as idéias de diferentes escritores e adaptando o que é pertinente para nossa realidade, que pretendemos construir o projeto de mudança dos planos de estudo. Nesta tarde de debates, conversas e discussões sobre o tema, surgiu mais uma importante questão para o próximo ano: colocar a par as equipes diretivas das escolas e a equipe da secretaria de educação de todas as mudanças que vamos implementar a partir do próximo ano, suas implicações e o motivo porque cada uma delas está sendo feita. Afinal, se os coordenadores pedagógicos, os diretores e os demais gestores não tiverem clareza de nossa proposta, muitos equívocos poderão surgir e tememos que a pressão da gramática como foco do ensino, recaia em nossos ombros.
Continuamos nossos estudos da tarde com as duas primeiras unidades do TP6.
Falamos então especificamente das questões da argumentação e a importância da construção de bons argumentos a partir do senso comum e da leitura, para que surjam argumentos baseados em exemplos, em provas concretas ou de autoridade. Discutimos como fazer o aluno buscar e construir seus argumentos e mais uma vez nos deparamos com o problema estrutural das escolas: bibliotecas pequenas, sem periódicos atualizados e a dificuldade do acesso a internet.
Lemos e comentamos a viabilidade de aplicação de cada um dos avançando na prática da unidade 21. Ressaltei a importância de serem feitas as leituras sugeridas que cada TP contém, pois elas estão ali para ampliar e enriquecer nosso conhecimento sobre cada um dos temas.
Em relação a unidade 22, detive com as cursistas uma atenção especial a página 81, onde importantes conceitos sobre as funções da linguagem são retomados e a partir disto, podemos compreender a questão de estilo e da "voz" de Bakhtin e de como tudo este universo tem relevância e significado no desenvolvimento de "boas aulas de português"! Outra vez nos detivemos na leitura e na viabilidade de aplicação dos avançando na prática desta unidade. Mesmo sabendo que não temos a obrigatoriedade de colocá-las em prática, sua discussão é sempre pertinente, pois mudam nosso olhar e nosso pensamento na hora de planejarmos aulas.
Mais uma vez com o tempo estourando em nossos olhos, encerramos a tarde organizando e planejando as metas para no próximo encontro finalizarmos o TP6 e se possível, pincelarmos idéias do TP1.